você precisa ser feliz pra viver, eu não.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Conflitos

Hoje eu briguei com a minha melhor Idéia. Desperdiçamos um poema. Não sabíamos se ia ficar bom, mas estava tudo caminhando para a conclusão. Daí veio a briga, o impasse. As brigas sempre ocorrem por fatores banais, por imposições e inflexibilidades. Quando ninguém quer ceder e todos querem avançar, é natural que o mais forte avance e o mais fraco ceda. Eu cedi, a Idéia avançou. Por um ato covarde eu rasguei o papel, a poesia foi suprimida. A Idéia se irritou, gritou, xingou e foi embora. Não foi sozinha, ela era a minha melhor Idéia e levou consigo todas as suas irmãs e primas.

Fique desnorteado. Inerte. Não sabia o que fazer. Tudo parecia ser inútil, tolo. Horas foram gastadas, papéis, lápis, todos foram usados. Não sabíamos se ia ficar bom, mas estava ficando tão bonito. A briga se deu porque eu queria uma palavra, a minha preferida. A Ideia, com toda a sua arrogância, queria outra. Uma mais feia, que é usada em bares, ternos e outras esquinas inconvenientes. Eu queria palavras cultas, de universidade, biblioteca, livros caros. A Idéia queria palavras prostitutas, sujas, vulgares.

Eu queria palavras puras. Ela - putas.

A historia termina assim leitor: Você fica sem poema. Nem palavras formais ou informais. Nada. O que resta é o papel que vaga na mesa -perdido- sem orientação. As palavras voltam para os seus livros ou esquinas. A minha melhor Idéia abandonou-me. Deve estar aí agora, vadiando, se prostituindo na cabeça de outros autores.

domingo, 27 de dezembro de 2009

'Não somos racistas'







Negros: Da senzala para a cadeia - sem escala.



Ps: O titulo do post é uma homenagem ao livro do Ali Kamel, o todo poderoso da Globo, que se deu ao trabalho de escrever um livro sobre a negação do racismo no Brasil e consequentemente a negação da necessidade de uma politica de cotas.
Há uma pequena diferença entre a ficção e a realidade.


sábado, 26 de dezembro de 2009

libre poesia



Ah, a minha poesia.
Nem sei se ela é minha.
Ela é livre.
Ora vem cá ao meu bar.
Ora vai lá buscar outros braços.

Uns dias,
acorda e quer rima.
Outros.
Dorme sem querer ser lida.

Tem horas
que quer ser bonita.
Em alguns minutos.
quer ser pobre.
Em segundos
quer ser as duas
E ainda ser rica.

Mas aí o tempo acaba.
Ela foge do papel.
Foge da mesa.
Corre da cabeça.

O poeta,
refém da poesia.
Espera a sua volta.
Manda cartas,
promete versos alexandrinos.
promete sonetos.
promete ritmo.
promete uma epopéia.

Mas ela não aceita.
Ela não quer tercetos.
quartetos.
Oitavas.
Ela quer ser livre.
ser tudo.
ser nada.

Quer poder fazer um verso. Único!

Ela sabe que pode tudo.
Poesia assina sua carta de alforria.
está com o povo agora.
Pagou com o dinheiro dos ricos.
Para falar aos pobres.

Coitados, ignoram-a.
Ela se abala.
mas sabe.
que a tarefa,
não é fácil.

Insiste.
Não lêem seus versos.
Persiste.
Não entedem suas palavras.
Não desiste.
Esnobam de suas estrofes.
Tanto assim,
esta,
nunca os traiu.

Ah, a nossa poesia.
É persistente.
Sempre ao lado do povo.
É viva.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Pé preto de barro.
Esse pé não pisa no asfalto.
Esse pé só anda descalço.
É discriminado por sua pele,
suas unhas,
seus calos.

Anda só por um caminho.
Sem direção.
Sem rumo.
Sem solução.

Pisa nas pedras pelo caminho.
Não as do meio,
mas as da margem.
Quer outro caminho.
Mas não tem.
Quer mais.
Mas eles só conhece o outro 'mas'.

Os pés querem correr.
Mas o menino está cansado.
Tropeça.
(As pedras lhe tomam a esperança)
O irmão morre.
E nem estampa o jornal.
Um rico morre.
E vira preocupação nacional.

Não entende.
Não vê o fim do caminho.
Os pés querem correr.
O menino quer descansar.
Cabeça baixa,
como de costume.
Não olha pra frente.
O sol lhe cega.
Só olha pro chão.
Onde está seu destino.

Está perdido.
Não quer se deixar levar.
Ninguém lhe estende a mão.
Só palavras.
Palavras não agem na ação.
Só na contra-mão.
Tudo vira demagogia.
Queria ter pais,
queria ter familia.

Só lhe resta seus pés.
Que o levam para o caminho errado.
Eles querem correr.
Ele quer descansar.
Há uma arma.
Há tiros.
Os pés correm.
O menino descansa,
em paz.




Cotidiano

Quando já tinha terminado de se arrumar, Jaime conferia agora, pela terceira vez, se não tinha esquecido nada. Isso não era uma mania, era somente uma atitude de segurança para que nada desse errado. A única mania que Jaime tinha, e nem ele sabia, era uma coisa bem simples, que somente o autor sabe e o leitor agora terá o mesmo privilégio. Jaime costumava botar o celular no bolso direito e as chaves no bolso esquerdo. Isso era crucial. Caso o contrário, as mãos desrespeitando a cabeça e até sem essa mesmo perceber, trocava tudo, e botava os objetos nos seus respectivos lugares. A cabeça atolada de pensamentos não tinha discernimento para organizar tudo do gosto de seu dono. Estava ocupada com preocupações que lhe tomava demasiado espaço, sendo assim, dava autonomia para as mãos fazerem esses serviços básicos para a sobrevivência do seu senhor.

Do mesmo modo vivia as pernas, que os levavam para onde ele queria sem a cabeça precisamente ordenar. Enquanto esta pensava em quanto dinheiro faltava ou em quanto dinheiro sobrava, as pernas já se antecipava e os conduzia ao banco. Ao sair deste, já vendo a avançada hora, já previa a fome sem ao menos o estômago reclamar. Deixando todos então, satisfeitos.

Boas pernas, boas mãos. Jaime tem que se orgulhar.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Igreja


Deus trabalha para os ricos e os pobres são os que pagam a conta. Não adianta rezar, temos que revidar. As Igrejas e religiões como um todo, atravancam o desenvolvimento humano, gerindo no homem um sentimento de impotência, de incapacidade. A Igreja Católica prega a caridade e a solidariedade para o fim da pobreza. Porém, todos nós sabemos que a caridade só adia a miséria. A Igreja não está interessada nos interesses do povo, da grande massa. Toda Igreja é uma empresa e trabalha explorando a mão-de-obra de alguns voluntariados. Desse modo ela é representante de uma classe, a burguesa, que sempre explorou e explorará os proletariados.

O Papa mais antipático da História sentado no seu trono de Roma jamais saberá da miséria da Somália, jamais viverá as probrezas do sertão nordestino ou das periferias do Rio. Se a Vossa Santidade realmente estivesse interessada no fim da miséria, se mudaria para a África, no qual é o continente mais violentado pelo Imperialismo europeu, e tentaria mudar as coisas. Primeiro com roupas mais simples, igrejas mais pobres e mais abertas. No tempo em que a Igreja teve um certo monopólio do domínio da sociedade, esta ficou parada, inerte. A religião vai contra a ciência, a razão. A religião trabalha com o sentimental, o emocional, que é totalmente oposto ao racionalismo. O Catolicismo sempre põe barreira aos homens com seus dogmas. Primeiro, com a criação da Inquisição, Tribunal da Igreja Católica, cuja o método de busca pela verdade era feito pela tortura, o acusado não tinha nenhum direito, as denuncias eram secretas, assim como os julgamentos ( no qual o acusado já sofria a pena corporal via tortura antes de ser condenado). Depois foi a tentativa de parar o avanço das Ciências, negando as teorias heliocentricas de Copérnico e Galileu, condenando o ultimo. Com a expansão marítima, no qual ela também foi condenava, a Igreja viu nas Américas a oportunidade de expandir seu marcado, com mais consumidores a serem 'doutrinados', nessa época a Igreja já estava perdendo bastante seu mercado consumidor devido a concorrências na Europa. Sendo assim, eles viam nas almas 'puras' dos indígenas a oportunidade de aumentar seu lucro em troca da destruição total das suas culturas nativas.

Preocupada com a ascensão do socialismo em consequência do desenfreado liberalismo que dominava e explorava a maioria da população mundial, o Papa Leão XIII edita Rerum Novarum : sobre a condição dos operários (em latim Rerum Novarum significa "Das Coisas Novas") em 1891. O documento nega o socialismo e faz uma defesa clara a propriedade privada. "A encíclica critica fortemente a falta de princípios éticos e valores morais na sociedade de seu tempo e laica, uma das grandes causas dos problemas sociais. O documento papal refere alguns princípios que deveriam ser usados na procura de justiça na vida industrial e sócio-económica, como por exemplo a melhor distribuição de riqueza, a intervenção do Estado na economia a favor dos mais pobres e desprotegidos, a caridade do patronato aos trabalhadores."

Uma parte (bonita) da encíclica:
"Quanto aos ricos e aos patrões, não devem tratar o operário como escravo, mas respeitar nele a dignidade do homem, realçada ainda pela do Cristão. O trabalho do corpo, pelo testemunho comum da razão e da filosofia cristã, longe de ser um objecto de vergonha, honra o homem, porque lhe fornece um nobre meio de sustentar a sua vida. O que é vergonhoso e desumano é usar dos homens como de vis instrumentos de lucro, e não os estimar senão na proporção do vigor dos seus braços."

Porém, anos depois nós vemos a Igreja se curvar ao Governo Fascista de Mussolini em troca de um reconhecimento tardio de um micro-Estado. Mesmo sabendo que o Vaticano criticou o Nazismo alemão, sabemos que ao mesmo tempo o Catolicismo torcia por ele para evitar o tão temido comunismo e o fim da propriedade. Logo Jesus Cristo, que como nos conta a Bíblia, um homem tão desapegado as riquezas. Em que lado será que ele ficaria?

Concordo plenamente em que as Igrejas não são o monstro do qual o autor pinta. Reconheço a sua importancia com projetos sociais, um apoio àqueles que precisam de uma ajuda metafísica, na recuperação de indivíduos mostrando um caminho longe dos crimes e da marginalidade. Todavia esses avanços da Igreja não vem de graça, e o preço é alto. Há milhoes de orações para mudar o mundo, pela paz, pelo fins das doenças e por pequenos milagres caseiro e nunca houve uma mudança significativa, por que será?

não adianta rezar, temos que revidar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Que merda pesa mais ?




terça-feira, 8 de dezembro de 2009

E agora, José?



E quando atenderem todas as nossas reivindicações?

O que faremos?

Reclamaremos?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Escolhas

Já chovia por uns tempos. As gotas não paravam de bater na janela e no ar condicionado, não cessando então aquele barulho insuportável. Ele não tentava dormir, tentava estudar. Pegava o livro, ia pra mesa. Depois ia pra cama, tentar estudar deitado. Falhava. Não sabia como sair daquela difícil situação.

A chuva o impedia de sair.
Era obrigado a ficar em casa. Tinha que estudar, era sua obrigação. As provas estavam chegando e tinha que tirar boas notas para agradar seus pais. Era isso! Estudava para agradar os outros e não para seu próprio conhecimento. Por isso que devia se entediar tão rápido com todas aquelas letras.

Sentia-se enfastiado.
E não sabia como sair desse tédio eterno. Talvez entrasse num sono profundo, sonhasse com algo bom, com alguns dias de sol naquele calor infernal - mas que ali parecia um paraíso- e não tinha livros para estudar mas liberdade para aproveitar.
Queria ser livre. E aproveitar seu dia sem estudar!
Queria ser sábio, sem esforço.
Queria o que todos querem, mais um pouco.
Queria o que todos não querem, mas não tudo.
Queria querer as coisas certas.
E não ficar vagando em pensamentos, preso pela sua própria liberdade, por escolher o lado errado.

Faculdade

Matricule-se e ganhe tudo!
Cada dia uma oferta diferente,
mas nunca um diploma eficiente.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Cada um.

Cada hora, tem o seu segundo.


Cada universo, seu mundo.


Cada respiração, seu suspiro.


Cada felicidade, seu riso.


Cada palavra, sua letra.


Cada céu, sua estrela.


Cada corpo, seu coração.


Cada amor, sua paixão.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Poesia Condenada

A pena é leve.
Que pena.
Poderia ser outra pena.
Não essa,
-pesada,
como chumbo,
-longa,
como o futuro.

Trinta anos!
Dará para contar as gotas do oceano?
Trinta anos!
Merecia eu tanto?
Trinta anos!

Eu queria estar num livro,
com outras poesias.
Mas vou para cadeias
por causa de heresias.
Minhas palavras estão apavoradas.
Não serão lidas.
Não serão ditas.
Serão esquecidas.

Eu, a ré, a poesia
Atrás das grades
Ninguém me visita
Atrás das grades
Com fome
Atrás das grades
Sem rima

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Poesia da Alma

Alma nova,
inova agora.

Lá fora,
minh'alma
assombra
e devora a mente.
Que sente.
Que mente.

Repito aquilo que digo.
Não ligo.
Repito e minto.

Demasiado são as palavras que aparecem,
diferentes e mutantes.
Assaltam uivante,
como avalanche,
meu coração.

Afogo-me
Fico sem ar.
Tento respirar.
Não tem nada.
Não há palavras
para escrever o ar.
Para minha alma
não sufocar.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Poesia revolucionária







Quando eu tomar o poder,
com a FOME vou acabar.

A pobreza vai embora.
Emitirei muitas notas.
Distribuirei a todos pobres.

Vou derrubar o atual regime atacando o castelo das editoras.
Ataques terroristas.
Com palavras sujas, imundas e feias.
Queimaremos livros.
Deixaremos as palavras livres.

Os best-sellers serão expulsos.
Só eles.
O dinheiro não.
O dinheiro fica,
para alguns poemas menos favorecidos.

Construirei um palácio para mim.
Onde eu, a poesia, possa recitar meus lindos versos.
versos longos, compridos e bonitos.

Os contos serão meus escravos.
Terão que procurar palavras para mim.
Palavras elegantes, raras, lindas e que rimem!

Depois da minha revolução,
todos os textos serão iguais.
(Exceto os contos que serão lacaios)
Todos terão participação e importância de modo igualitário.
(Exceto as poesias que terão as palavras mais lindas).

Ninguém sofrerá abuso das criticas.
Todas serão bem lidas.
Todas serão bem escritas
Na minha ditadura de palavras preferidas.


Imagem: INGRES, Jean-Auguste-Dominique, Napoleon I on the Imperial Throne - 1806,
Um conservador pintando um revolucionário, ou seria o contrário? Em outras palavras, um conto pintando a poesia.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Poesia envergonhada

Eu deveria te dizer, mas não sei se devo.
Não consigo falar... Tudo prende! As palavras não conseguem passar pela garganta.
As vezes as palavras são grossas demais,
e minha garganta é fina, delicada.

Não consigo ser rude.
As palavras ásperas machucam minha garganta.
Por isso eu digo palavras doces, logo após delas.
Pra sarar minhas cordas vocais.

Não consigo dizer por muito tempo.
Não tenho fôlego.
Canso rápido.
Canso rápido
Canso rápido.
Já cansei.

Digo rápido, porque tenho pressa.
Tenho pressa porque tenho vergonha.
Tenho vergonha porque sou impotente.
Como a impotência pesa nos meus ombros.

Ela é pesada demais pra mim,
fico vermelha.
De cansaço.
De tanto fazer força.
Como a impotência pesa nos meus ombros.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Poesia embreagada.

Num dia, numa mesa de bar, conversava com a poesia sobre poesias, quando ela se irritou e disse:
'Thiago, vai tomar no cú.
Pare de procurar palavras bonitas pra mim
para de procurar rimas pra mim
para de tentar me criar.

Use verbos feios e fáceis.
Use palavras que todos sabem.
Use metáforas simples.

Eu sou do povo, para o povo.
E não pra uns pequenos grãos que me entendem.
Eu sou feia, eu sou rude, não essas madames aí.
Eu repito as palavras -meu vocabulário é curto-
Eu suprimo virgulas, eu como acentos.
Eu tenho FOME.

Não me escreva para um,
me escreva para mil.
me escreva como o povo fala
não como um padre fala.

Porque quando um sacerdote fala,
ninguém entende.
E quando eu falar.
Todos tem que entender.

Não me escreva para enfeitar lindas salas.
Não me escreva para ser lida por doutores.
Me escreva para libertar.
Me escreva para ser lida em
bordéis,
esquinas,
botecos.
Me escreva para ser a sua escrava.

Não acredite em ninguém,
não queira as coisas fáceis.
As pessoas mentem.
As palavras mentem.
Todos são uns Hipócritas!''

Depois disso, ela pegou seu copo de cerveja e foi embora.
Devia estar bêbada.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Série de poesias seriadas

Sempre foi de meu intuito escrever uma série de poesias, ou quase isso. Nesse mês de outubro, dedicar-me-ei somente a elas. Algumas vão sair boas, outrás más. Porém isso é comum, nunca a safra é totalmente perfeita. Sempre há um fruto podre.

O objetivo é fazer poesias com suas personalidades.

É uma tentativa.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

correria

Acordou atrasado e
foi
descendo a

eeeeeeee
ssssssssssss
cccccccccccc
aaaaaaaaaaaaaa
dddddddddddddddd
aaaaaaaaaaaaaaaaaa

muitorapidamente

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Do tamanho.

Indagam-me sobre a extensão dos meus textos. Ora só pode haver dois culpados para isso. O primeiro é o autor, pela sua incapacidade de escrever textos demasiadamente longos, pela escassez de recursos para fazer um grande conto. Tenta pega-las, corre atrás delas, mas as Ideias são rápidas e espertas. Pulam muros. Fogem. O autor cansado, fica com as que consegue agarrar. As vezes as Ideias são feias, fracas e magras. As melhores conseguem a fugir. As piores, e tristes, frequentemente conseguem ser pegas e aprisionadas. Atrapalhadas, tropeçam e se entregam.

O segundo culpado é o leitor. O impaciente leitor. Esse quer tudo pronto, compacto e imediato. Não tem paciente para sentar, ler, apreciar as Ideias cuidadosamente preparadas para ele. Essas ao ver o leitor apressado, fica com vergonha para se apresentar calmamente. Apenas dá um 'oi'. O leitor responde por educação, não mais do que isso, nem sequer senta para conversar. Está com pressa, sempre com pressa.

Assim a extensão dos textos vão diminuindo. Desse modo, as Ideias pouco trabalhadas, não ficam tristes, não há frustração. Ficam apenas sentadas, fumando seu cigarro, esperando a tarde e os leitores passarem.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Recomeço

Faltava três passos. Daí ele chegava ao destino final. Apenas três passos para completar o objetivo. Três passos e encontraria a gloria.

Um,
Dois,
e largou tudo e voltou.

Outro dia ele fica novamente a três passos, e decide

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Você

Você não chegou e saiu entrando. Primeiro chegou, depois sentou-se e após isso, aproximou-se e finalmente entrou. A porta era meio estreita, teve algumas dificuldades para entrar, não diria dificuldade, mas sim, uma resistencia para entrar. Talvez a porta não fosse estreita, apenas estivera emperrada, presa. Precisaria apenas de um pulso forte para abri-la e entrar. Porém, estava errado. Para abri-la não precisava de pulso forte, empurrão ou qualquer outro tipo de força. Era preciso apenas seu sorriso. E com ele, você entrou e acomodou-se. Agora a porta fechou e deveras a passagem se estreitou.
Vai ser dificil agora, você sair do meu coração.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Preguiça

João já acordou com sono. O sol invadia seu quarto e iluminava seus livros. João decidira que hoje ele não ia ler. Ia apenas escrever. Mas aí João não achou o papel. Demorou para acha-lo. Quando o achou não sabia onde tava a caneta. Quando já tinha ambos em suas mãos, desistiu.

Foi assistir tv.

domingo, 9 de agosto de 2009

Exquadrilha

João, uma criança, queria ser o Seu José, que queria ser o Dr. Jaime, que tentava ver ser igual ao Excelentíssimo Senhor Doutor Harbeman, que queria voltar a ser uma criança.

João cresceu e nunca o chamavam de Senhor, Dr. Jaime conseguiu o almejado Excelentíssimo, porém nunca acompanhado pelo "Senhor e Doutor", e o Harbeman agora é chamado de vô.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A chegada

A nova gripe chegou com tudo. Assim que chegou quis ir direto para o seu quarto. No onibus, ainda no caminho, ficou imaginando como seria ele...Primeiro imaginou um azul, depois um verde, quando chegou lá era de fato azul, e ficou satisfeita - eu combino com azul-pensou. Depois que conheceu o quarto, desceu as escadas e foi no quintal, falar com sua vó, que estava na cadeira de balanço, fazendo tricô. Não entendia muito o que ela falava, dizia tudo em espanhol, a sua neta apesar de nascer no México se mudou bem rápido de lá e sabia só o básico. Desse modo, ela apenas compreendeu poucas palavras da anciã, que se mostrara ser bastante experiente. Entendia algo como 'na minha época', 'preguiçosa', e outras coisas mais enroladas. Tudo em espanhol. Sim, caro leitor, sua é espanhola, daquelas bem tradicionais.
A menina se irritou. Foi pro quarto. Pensou em fugir- maldita velha!-pensou alto. Porém aí ela parou, se arrependeu no que poderia ter dito, mas pensou! Foi uma fúria repentina. Sentia muita admiração por sua , que outrora fora uma grande celebridade no mundo, reconhecida por todas, comentadas por todas as gerações que se passaram e que agora estava velha recolhida no quintal da sua casa aproveitando sua aposentadoria. Todavia, ela exigia muito da sua neta, botava pressão por ela ser da familia.
E exigia muito da neta. E a netinha ficara triste em saber que a tinha decepcionado.Talvez devesse pedir alguns conselhos a ela, algumas dicas. Se alegrou com a idéia, agora boa, e foi correndo para aprender.
E os passos foram se confundindo com os espirros e foi correndo feliz.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

caminhada

Um, dois, três, quatro e para! Olha pra um lado, olha para o outro: Não vem carro. Ele continua a caminhada. Um, dois, três, quatro, cinco, olha para uma criança, vê sua mãe, mas não para de andar. Passos rigidos e frouxos. Desvia de um buraco, desvia de um cachorro. E para. Deixa os carros passarem, deixa o onibus passar, deixa as motos passarem. Sente o cheiro de comida, olha para o relógio, está quebrado, olha para o céu - São meio dia e trinta, pensa. Mas pode estar errado, ou não. Acorda estando acordado, atravessa a rua - o sinal está aberto- mas ignora.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

gota.

Caro leitor, não há como impedir, eu queria que não soprasse vento nenhum e que a gota continuasse ainda ali, na folha verde. Mas ela tinha que cair, a natureza é mais forte do que eu. Ou pelos ventos, ou pelo outono, ou por qualquer outro motivo maior, ela tinha que cair. Pois bem, numa manhã esse belo dia chegou, ventou tão forte, mas tão forte que ela foi arrastada e jogada até a terra fofa. Numa queda livre delirante.
Absorvida pela terra, entre raízes e areia, ela se sentiu espremida, sufocada, não conseguiu achar um ar fresco, não via mais o sol para, lentamente, ser evaporada. Ficava ali agora, esperando ser absorvida por uma raiz, apertada entre areia, pedras e raízes. Sem ar, sem sol, sem nada. Ficou triste novamente, teve apenas alguns segundos de felicidade e ainda achou que não os aproveitou bem... Devia ter gritado mais, devia ter aproveitado mais os seus segundos no ar... Em mais um suspiro ela grita: Prefiro lá em cima!

Agora é tarde.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Orvalho

Num imenso e lindo jardim, vivia uma gotinha. Que triste era a vida da gotinha. Ficava no meio de uma folha verde e enorme, ficava ali paradinha, suas irmãs e primas passavam e escorregavam e caiam na terra fofa. Ela ficava ali, parada. Outras iam lentamente subindo, iam em direção ao céu, vagorosamente, à pedido do sol. E ela continuava ali, parada. Não subia, nem descia. Ficava. Triste destino da gotinha. Às vezes, e isso era raro, batia um vento forte, os galhos se moviam, as folhas se mexiam e a gota continuava imovel, parada. Ela se questionava, se perguntava, ficava aflita! Deseja ser uma gota do oceano, ser uma gota de chuva, ser uma gota de lágrima, e não ser aquela gota inútil parada no meio de uma folha enorme e verde.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

quarta-feira, 22 de julho de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia do amigo

Hoje ficou determinado que é dia do amigo. Hoje é o dia para você dizer ao seu amigo o quanto você o ama, o quanto ele é querido por você. Talvez você dê algum presente, ou receba, talvez você saia para comemorar, para beber ou apenas para papear. Porém todas essas ações tem algo em comum: o consumo.
Não podemos nos deixar iludir com manobras do capitalismo para gastarmos, consumimos a toa. Não que você esteja desperdiçando dinheiro quando gasta com um amigo ou dê algum presente para ele, mas o fato é que você não precisa de um dia especialmente para isso. Eles tentam impor uma data, e nesse dia você deve comprar presentes, sair para comemorar. Mover a grande roda da economia. Se pararmos de consumir, a economia quebra, tudo para. Porém temos que consumir conscientizadamente, não podemos nos deixar enganar, não podemos deixar que nos manipulem facilmente. Não sei quando surgiu o ' dia das mães, pais, namorados, avós, crianças... Mas sei que eles foram surgindo aos poucos e aos poucos foram se sedimentado, se consolidando...até que chega no dia de hoje, no qual é praticamente uma obrigação você presentear sua mãe nesse dia. Repare que nem feriado esses dias festivos são. Os pais caem, não sei por quê, nos domingos. Os namorados não é feriado, mas você tem que sair como se fosse um. E assim vai... Com esses dias o comércio lucra mais, sem precisar parar, como no natal por exemplo. ( se bem que hoje em dia praticamente não para.)
Caro leitor, fique atento. A Televisão, o rádio, todos os meios se esforçam para que tudo lhe pareça natural. Parece que há anos o dia do amigo é uma data tão popular quanto dia dos namorados, no qual você tem que sair pra beber uma cerveja com os amigos.
Eu escrevo com uma certa tristeza, leitor, pois eu sei que daqui a dez anos, eu estarei comprando presentes para os meus amigos ou então comemorando com eles... Isso porque o costume já foi implantado. A tradição já foi estabelicida. E não haverá nada que eu poderei fazer, a não ser segui-la.

terça-feira, 7 de julho de 2009

CIA

Todo mundo precisa de companhia. Até os verbos que são tão arrogantes ( por serem inconstantes) precisam de companhia. Repare: Se o andar, quiser caminhar sozinho, ele pode ir livremente, sem constrangimento, sem dificuldades. Porém, se o rebelar, quiser fazer uma revolução, ele não pode. Somente com a ajuda de um pronome, ele consegue rebelar-se. O mesmo acontece com o 'desenvolver'. Ninguém se desenvolve sozinho, até o verbo precisa de uma companhia para desenvolver-se.
É triste, muito triste, eu sei. Porém é necessário.

outro mundo

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAA~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~AAA
AAAAAAAAAA ~~ ~~~~~ ~~~~~ ~~ ~~~~~~~~ ~~~ ~~~~~~~~~ÃA
AEEEEEEAAAAAAAEEEEEEEEEE~~~~~~~ ~~~~~ ~~~~~~~~AAAAE
AAAAAAAAAAAEEEEEETTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTAAAEE
AAEEEEEEEEEAAAAAAA~~~~~~~~ ~~~~~~~~~~~~~~~~~~ÃAEEE
~~~~~~~~~~~~AAAAAAAAAAAEESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSAAAAAA
AAAAAAAAAAAASSSSSSSSS~~~~ ~~~~~~~~~~SASASASASAAAAA
YYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYAAAAAAAAAAAAAA
TTTTTTTTTTEEEEEEEEEAAAAAAAAASSSSSSSSSSSFFFFFFFFFFFFFA
ASSSSSSSSSSSSSFFFFFFFFFFFFFXXXXXXXXXXXXZASR
aASDFAHFSIFAIOJFASUUUUUUUUUUUUUUAAAAAAAAAAAÇÇÇÇÇAF
AAAAAAAAAAAAAAA TTTTTTTTTTTTTAEEEEEEEEEEEEEee
Tentei fazer alguma coisa diferente.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

sorte dos pobres

em relação a gripe suina, os pobres ( enfim! ) tiveram sortes sobre os ricos.

Depois da temporada no exterior, tá todo mundo com medo de visitar amigos, parentes, ambientes de trabalho e escolha...

Desse problema, os pobres não sofrem.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Debate

Hoje fui num debate sobre o Direito de reposta. A mesa era bem plural, composta por jornalistas, operadores do direito (magistrados e advogados) e um político.

O Jornalista se defendia dos ataques dos magistrados.
O magistrado se defendia dos ataques dos jornalistas.
E o politico defendia os dois.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Reacionario

Somente um causa um estrago enorme, somente um controla multidões.
Alguns tentam mudar, outros se acomodam, outros não tem escolha. Esse ultimo grupo é o pior, ou melhor, o mais infeliz. É acusado sendo inocente, não tem direito a defesa, é condenado antes de ser julgado, sofre preconceitos, sofre discriminação por causa de erros de pessoas semelhantes, ou melhor, de pessoas que não resistem a pressões impostas pelo Estado, Sociedade e o Mercado.
O Estado haje com a coação. Dita as regras para o indivíduo que não tem defesa. O Estado é deficiente propositalmente, não há assistencia gratuita de qualidade e o acesso a mesma é dificil. Ou mesmo antes do oprimido chegar a ser julgado, ele já é condenado na primeira parte do processo. As revistas, mais conhecidas como 'duras' são parte integrante da vida dessas pessoas, que são escolhidas pelo local onde moram, pela cor da pele e pela vestimenta. O indivíduo que entrega tudo ao Estado, nada recebe em troca deste. Não tem saúde, educação e segurança. Não ganha nada do Estado, somente a sua opressão diária.
A Sociedade a pressiona desse modo. Ditando 'o que é bom'. O que o indivíduo deve comer, vestir, falar, andar para ser da sociedade. Quem é contrário é marginalizado. É visto como bandido, mendigo, pivete. Alguns pensam que ajudam, mas somente agravam o processo de marginalização. Uma sociedade falsa que só pensa nos excluidos quando são roubados ou pertubados por estes. Eles querem a calma e pressionam o Estado para isso.
O Mercado ajuda a Sociedade na marginalização. Explorando-o para viver, ele vai cada vez mais escraviza e suga o operário. Este ficar esperando uma oportunidade para entrar e quando entra, só sai se for expulso. Este é o que mais trabalha, o que mais se sacrifica e é o que menos ganha. Mal recebe seu salário, e o Estado já se apodera de uma parte deste. A outra parte vai para o próprio Mercado, que com a ajuda da Sociedade, faz com que o operário gaste seus rendimentos com futilidades. Sendo assim, esse não consegue juntar dinheiro para ser parte do Mercado, talvez pela ausencia de educação do Estado, e acaba fazendo acontecendo como a neo-escravidão, no qual o indivíduo trabalha somente para pagar suas dividas e não resta nada para si.
E vai tudo indo assim... O Estado, Sociedade e Mercado andando de mãos dadas, sem soltar. Passando por quem está na frente e levantado se alguns dos 3 quase cair.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

jardim

As vezes uma rosa morre, mas o jardim continua vivo. Galhos se quebram, ramos se partem, brotos são arrancados. Porém ninguém fica preocupado com o jardim. Eles são considerados dispensáveis para este. Não acontece o mesmo se, algum infeliz ou infortunado, arrancar alguma flor, ou para ofertar ao seu amor, ou pelo simples prazer de ter as coisas bonitas consigo. Quando tal flor some, o jardineiro vai aos prantos, se desespera, para ele o jardim está acabado. Não é por menos, a flor que por tanto tempo foi, cuidadosamente, atenciosamente regada e acariciada, simplesmente é violentada por um terceiro, insesível ou sensível demais. Ele considera outros brotos... mas ainda não são flores.
A abelha gosta das flores, os passarinhos dos galhos, as formigas da folha... e tudo fica no mesmo jardim.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Sem sentido

Agora já não tenho mais tempos para Machado, Andrade, Amado... Outros agora consomem meu tempo e pensamentos. A sua maioria estrangeiro, com algumas e raras exceções como Reale. Porém quem geralmente está em cena é Kelsen, Bobbio... e alguns ditos clássicos.
Eles não falam de coisas bonitas, porém dizem coisas pensantes. Mas pensamentos difícies de expor aqui. Machado me dava mais munição. Kelsen me dá mais duvidas. Não sei qual é o melhor, na verdade, não tenho escolha.

e as palavras vão ficando assim... sem sentido

quarta-feira, 20 de maio de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sem imaginação

Imagine uma coisa bonita e criativa.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

puro

é tão constante o insconstante. onde o que não importa é o conteúdo e sim a estrutura. a hierarquia é mais importante, o ordenamento é mais importante. do que importa o conteúdo? é tudo relativo, são tudo valores. a justiça é um valor, a moral é um valor, a ética são outros valores.

e isso tudo é muito pessoal. a hierarquia, a estrutura, o ordenamento, é impessoal. e isso é o Direito

sexta-feira, 6 de março de 2009

Reclame

Tem gente que reclama quando tá sol,
reclama quando venta,
reclama quando chove,
reclama quando neva,
reclama quando alaga,
reclama quando seca,
reclama quando tá sem dinheiro,
reclama quando tem dinheiro,
reclama quando não tem pra onde ir,
reclama quando tem pra onde ir,
reclama quando é interminável,
reclama quando termina.

E tem gente que reclama quando alguém reclama.

terça-feira, 3 de março de 2009

Improdutividade

Fevereiro foi bem improdutivo... Talvez tenha que botar uns gados aqui para mascara-la.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Despedida

A Paciência pegou suas coisas e foi embora. Deixou a casa vazia para as moscas, formigas e baratas... Tudo bem, não tão vazia assim, as baratas teriam as formigas como companheiras, essas teriam a amizade com as moscas que por ultimo não se dariam muito bem com as aranhas. A aranha que nesta casa mora, é neta daquela famosa aranha que subia pela parede, e seguindo a tradição de sua familia, ela subia todas as manhas a parede até esperar a chuva forte. Porém, quando a Dona Paciência foi embora, a neta quebrou tradição da familia derrubando a parede, dizendo que preferiria agora tricotar.
A mosca que adorava pousar em sopas também se cansou. A arte inovadora que o seu avô conseguira agora já não encanta mais tanto o neto. Ele até que praticou um pouco, seguindo os passos da familia, mas agora prefere ficar quietinho, prefere não ficar pertubando o sono dos outros e nem ficar posando em comidas alheias. Simplesmente ele prefere dar voos rasantes por aí mesmo. De preferencia em algum celular de ultima geração ou alguma nova tecnologia.
Já as formigas, coitadas, nunca fizeram nada para se vangloriar. O avô da qual na casa reside, não fez nada além de trabalhar, sendo esse o mesmo destino dos seus filhos e netos. Ela nem pensa. Só pega as migalhas que lhe cabem e segue seu rumo.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Rio

Rio de Janeiro
Rio do mundo inteiro
Rio da montanha
Rio do mar
Rio de tanto te amar
Rio adorado
Rio de tantos nomes
Rio idolatrado
Rio sem fome
Rio que poderia ser Guanabara
mas não há nada melhor que uma boa risada

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

finitamente

mais
menos
melhor
menor
magico
mistério
mito
morte
mofo
molho
nada
nunca
nua
lua
limpo
impar
intimo
infimo
integro
sim

e
f
i
m

domingo, 25 de janeiro de 2009

divagações.

Minha cara, é claro que você é rara e cara, tanto que não dá para comparar, muito menos emprestar, tanto mais te ter... só me resta sonhar.

sábado, 24 de janeiro de 2009

infinitamente

amanhã
arranha-céu
café da manhã
com mel
brincadeira
de criança
com melodia
de ciranda
todo dia
na mesma palavra
na magia
abracadabra
sem surpresas
com tédio
sem beleza
com remédio
com dor
sem rima
estragando
a poesia.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Letras, letras.

A trema abriu a porta, lançou o ultimo suspiro para o U, e foi embora. Esse já quase morre de saudades dela. O que será agora da linguiça, do cinquenta? Pobre U que acaba de perder a sua companheira. Logo depois chegaram as K, W e Y da sua viagem ao exterior, elas trouxeram consigo presentes para o que ficaram e vieram contando as novidades. Começaram a falar de como o C e o P ficaram revoltados com a aposentadoria compulsória nas palavras acção, baptismo, acto, e optimista entre outras do outro lado do Atlantico.

Pobres letras e acentos, que têm sindicatos fracos demais para protestar ou fazer qualquer outra reivindicação.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Estrela (de)Cadente.

A Estrela que antes era simbolo dos oprimidos e marca dos condenados, hoje é o simbolo dos opressores e a marca dos algozes. Antes quem fugia dos tiros, do fogo e das mortes, agora é quem atira, queima e mata. Quem antes suplicava por um Estado Nacional, hoje frusta a tentativa de uma consolidação do estado palestino.

Israel não é o único culpado. O povo palestino também é inflexível e desunido. Porém o que o povo isralense passou deveria servir como um basta, para toda guerra e destruição. Mas eles mesmos, os que mais sofreram, agora são os que mais fazem sofrer.

Mas pensando no futuro, de quem eu tenho medo mesmo são dos palestinos que um dia poderão fazer o mesmo com algum povo mais fraco.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ano Novo de novo.

Ano novo começando... Porém, janeiro é velho. Fevereiro também, março idem e assim sucessivamente. Então, o que é de fato novo? A Bossa Nova, é velha. A Nova Arte Nova, apesar de insistir e duplicar no adjetivo, é velha. A crise financeira, é velha. A fome, é velha.

Nada é novo. é tudo velho, velho, velho. Cheirando a mofo e cinzas.

Ano Novo