sábado, 27 de dezembro de 2008

Parede

O menino fica ali sentado de frente para a parede branca. Se o leitor quiser, ela pode ser de outra cor, não necessariamente branca. Ponha-lhe um verde se quiser, porém já adianto que escreverei algo triste. Azul também não vai combinar e o rosa, idém. Pinte-a de preta se quiser, porém eu nunca vi uma parede preta. Não sei o por quê que a discriminam tanto, ela é tão mais prática: Não suja e combina perfeitamente com as palavras que escreverei. Pensando bem... preto é uma cor muito pesada. Pesada demais para um simples ato. Deixe então, amigo, um meio termo. O cinza. O mundo é cinza, então minha parede também é cinza.
O menino sentado, lenvanta-se e diz: Pintarei de amarelo!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Exploração

Socialismo ou Capitalismo.

Só têm essas opções?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Preguiça

Eu vos ordeno:

P F D P
A I E É
L Q
A U
V E
R M
A
S

Preguiçosas!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Escravidão e servidão sem fim

Enquanto todos têm dinheiro, carros, sítios... Eu possuo coisas que todo mundo tem, mas ninguém dá valor. Tenho somente uma propriedade: a palavra. Sim, caro leitor, elas são minhas escravas. Há regra para usa-las, mas eu nao as respeito. Porque elas sao minhas e só minhas, e obedecerao as minhas regras e nao as impostas por terceiros. Eles promulgaram uma nova constituiçao para as palavras, que fica em vigor a partir de 2009. Obedecer ou nao vai ficar a meu critério, porque elas sao minhas lacaias, minhas escravas, minhas palavras.

Se estiver chovendo eu deixo a âgua usar o chapeu, a nao ser que ela queira continuar molhada. Para a solução, eu tiro o ã (detesto o til, ele é muito metido) e lhe dou um soluço, causando-lhe um problema. Ou seria probrema ? Na duvida eu tiro os dois r's e boto o b para descansar, deixando ele assim bem mais bonito, como um poema. Mas se o b insistir em trabalhar, eu o coloco no jardim, como um balanço junto com os girasois. Se esses ficarem brigando, eu os separo e boto o sol para girar. Desse modo a agua vai poder desfilar sem seu chapeu, devolvendo ele para o vovô. Falando nisso eles são os unicos com quem eu não importuno, o vovô e a vovó, porque além de ficarem irratadíssimos quando eu troco ou tiro os seus chapeis, eles já tem uma idade avançada. Já deram a sua contribuição, não os castigo e os respeito. Prefiro brincar e mexer com as crianças, que permutando ç pelo d, boto-os numa verdadeira ciranda.
Quando elas pararem de brincar, não vou deixar ninguém brindar apesar do d insistir tanto para isso, vou botar todos para dormir e descansar. Pois amanha eles terão um dia cheio de trabalho e cansativo. Boa noite minhas palavras.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Contribuição

Por dez centavos eu escrevo dez palavras. Um centavo cada...

Das cotas-Parte II

Um projeto de lei aprovado no dia 25 no Senado limita em 40% a venda de bilhetes de shows, cinemas e espetáculos para estudantes e idosos, que têm direito a pagar apenas a metade do valor do ingresso. Ou seja, tanto os idosos quanto os estudantes que ficarem nos 60% restantes não serão contemplados com a meia-entrada e terão que pagar a inteira. Pensando bem... hoje em dia eu diria que eles teriam que pagar o dobro, porque a meia já é equivalente a inteira.
Isso confirma o que sempre acontece no Brasil. Mais uma vez os inocentes, os honestos terão que pagar o preço por pessoas desonestas. A malandragem, o esperto brasileiro sempre prejudica aquele que segue penosamente o caminho correto. Os produtores culturais reclamam ( com razão ) da falsificação e da emissão desordenada de carteiras estudantis. Reclamam que têm prejuizos com a meia entrada, porque muitos desses ingressos teriam que ser inteiros. Porém, o que ainda não deu pra entender é onde os idosos têm culpa nisso? Será que tem gente falsificando a identidade para ter mais de 65 anos? Já não basta o desrespeito de sempre com aqueles que já contribuiram com seu suor para a construção do país? E se nessa cota de meia-entrada tiver gente com carteirinha falsificada? O verdadeiro estudante não vai ter o beneficio que lhe é de direito? Quem vai ter o controle das pessoas de meia-entrada? É muita desorganização. Eu entendo que a cota para ingressos com descontos não corresponde com a demanda e a procura para esses bilhetes. Na grande maioria o publico alvo dessas produções culturais são para jovens, que em geral, são estudantes. Relmente não dá para entender a aprovação desse projeto de lei. Mais uma vez o Congresso vai na contramão do interesse da maioria da sociedade. O que seria de fato a medida mais sensata, seria um controle efetivo e uma maior organização na emissão de carteiras estudantis, e penas rigorosas para falsificadores. Desse modo, iria inibir e muito os malandros desse Brasil varonil.
Todavia, como eu já bem disse antes, essa medida só vai beneficar os desonestos. Visto que os produtores não irão baixar o preço das entradas. Pode até ter uma pequena redução, mas eu aposto que será apenas simbólica, apenas para jogar na cara do povo. E vai ser aí que todo o meio cultural vai tropeçar. Porque a pirataria vai se expandir ainda mais, ganhando mais clientes. Primeiro vão ser aqueles que já eram desonestos, os que tinham a carteira falsificada e não foram contemplados com a cota. E depois vão ser aqueles honestos, que não tinham se corrompido, que por não ter outra saida, para ecomizar dinheiro, vão buscar na pirataria a sua fonte de cultura. Infelizmente, brasil, infelizmente...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Das cotas

O que me deixa mais triste nas pessoas, digo, nos ricos, é que de todas as injustiças que existem no mundo, eles só reclamam quando os únicos favorecidos de tudo são os oprimidos. Ninguém gosta de ser ofendido, ninguém. E acredite amigo, nem os negros, nem os pardos, nem os roxos, nem os cinzas, gostam de ser ofendidos. Mas se ainda há discriminação, algo tem que mudar. Cotas para negros é justo. Se há pagamento de pensões para os exiladados e torturados da Ditadura Militar, o sistema de cotas é o mínimo que o governo poderia fazer para reparar os quase quatro séculos de escravidão no país. Os índios, sem comentários, foram praticamente massacrados pela Metrópole. Os pobres, coitados, sofrem, sofrem, sofrem. O Estado não é capaz de oferecer um ensino fundamental de qualidade. Crescem sendo semi-analfabetos. Viram pedreiros, faxineiros, porteiros, quando alguns têm sorte, viram traficantes. Há uma estagnação social absurda. Agora quando o governo faz o seu papel: que é oferecer educação para todos, colocando cotas nas vagas para as universidades federais, há uma discriminação, há uma injustiça! Injustiça é ter criança na rua, injustiça é um ser humano morrer de fome, injustiça é uma cidadão ser discriminado por sua renda, por sua cor. Injustiça é você crescer sabendo que jamais será uma pessoa bem-sucedida.

Ora, uma universidade abre as portas das oportunidades para todos. Você quando vê uma criança do ensino publico, nunca irá imaginar ela como uma médica, ou juiz, ou um engenheiro. Sua visão preconceituosa e distorcida não permite isso. Agora, mesmo você torcendo contra, ela tem pelo menos a oportunidade. Não é que ela vá ser um excelente médico, mas pelo menos ela tem a oportunidade, um instrumento para isso. Não é que esse sistema seja o final de tudo, pelo contrário, é o começo. Apenas o pontapé inicial. Resta o Estado agora reformar o ensino fundamental. Cujo a competência é de esfera municipal. Sendo assim, com uma reforma na educação fundamental principalmente, será desnecessária as cotas. E meu amigo, quando esse dia chegar, o Brasil, de fato, vai pra frente.

Minha classe média, paciência. Eu sei que você, entre todos, é a que vai sair mais prejudicada. Mas por favor, tente entender que vai valher a pena. Com a educação acaba a violência. Esse é o unico remédio para tal. Por enquanto você vai dando seus passeios na Disney...