sábado, 14 de fevereiro de 2009

Despedida

A Paciência pegou suas coisas e foi embora. Deixou a casa vazia para as moscas, formigas e baratas... Tudo bem, não tão vazia assim, as baratas teriam as formigas como companheiras, essas teriam a amizade com as moscas que por ultimo não se dariam muito bem com as aranhas. A aranha que nesta casa mora, é neta daquela famosa aranha que subia pela parede, e seguindo a tradição de sua familia, ela subia todas as manhas a parede até esperar a chuva forte. Porém, quando a Dona Paciência foi embora, a neta quebrou tradição da familia derrubando a parede, dizendo que preferiria agora tricotar.
A mosca que adorava pousar em sopas também se cansou. A arte inovadora que o seu avô conseguira agora já não encanta mais tanto o neto. Ele até que praticou um pouco, seguindo os passos da familia, mas agora prefere ficar quietinho, prefere não ficar pertubando o sono dos outros e nem ficar posando em comidas alheias. Simplesmente ele prefere dar voos rasantes por aí mesmo. De preferencia em algum celular de ultima geração ou alguma nova tecnologia.
Já as formigas, coitadas, nunca fizeram nada para se vangloriar. O avô da qual na casa reside, não fez nada além de trabalhar, sendo esse o mesmo destino dos seus filhos e netos. Ela nem pensa. Só pega as migalhas que lhe cabem e segue seu rumo.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Rio

Rio de Janeiro
Rio do mundo inteiro
Rio da montanha
Rio do mar
Rio de tanto te amar
Rio adorado
Rio de tantos nomes
Rio idolatrado
Rio sem fome
Rio que poderia ser Guanabara
mas não há nada melhor que uma boa risada

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

finitamente

mais
menos
melhor
menor
magico
mistério
mito
morte
mofo
molho
nada
nunca
nua
lua
limpo
impar
intimo
infimo
integro
sim

e
f
i
m

domingo, 25 de janeiro de 2009

divagações.

Minha cara, é claro que você é rara e cara, tanto que não dá para comparar, muito menos emprestar, tanto mais te ter... só me resta sonhar.

sábado, 24 de janeiro de 2009

infinitamente

amanhã
arranha-céu
café da manhã
com mel
brincadeira
de criança
com melodia
de ciranda
todo dia
na mesma palavra
na magia
abracadabra
sem surpresas
com tédio
sem beleza
com remédio
com dor
sem rima
estragando
a poesia.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Letras, letras.

A trema abriu a porta, lançou o ultimo suspiro para o U, e foi embora. Esse já quase morre de saudades dela. O que será agora da linguiça, do cinquenta? Pobre U que acaba de perder a sua companheira. Logo depois chegaram as K, W e Y da sua viagem ao exterior, elas trouxeram consigo presentes para o que ficaram e vieram contando as novidades. Começaram a falar de como o C e o P ficaram revoltados com a aposentadoria compulsória nas palavras acção, baptismo, acto, e optimista entre outras do outro lado do Atlantico.

Pobres letras e acentos, que têm sindicatos fracos demais para protestar ou fazer qualquer outra reivindicação.