quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Poesia Condenada

A pena é leve.
Que pena.
Poderia ser outra pena.
Não essa,
-pesada,
como chumbo,
-longa,
como o futuro.

Trinta anos!
Dará para contar as gotas do oceano?
Trinta anos!
Merecia eu tanto?
Trinta anos!

Eu queria estar num livro,
com outras poesias.
Mas vou para cadeias
por causa de heresias.
Minhas palavras estão apavoradas.
Não serão lidas.
Não serão ditas.
Serão esquecidas.

Eu, a ré, a poesia
Atrás das grades
Ninguém me visita
Atrás das grades
Com fome
Atrás das grades
Sem rima

3 comentários:

Thamires Martins (Gauxa) & Magda disse...

curti ;*

Thiago José disse...

Não é questão de curtir!

É questão de sentir!

Nadie disse...

não sei pq cliquei na parte de comentários. mas quando a tela abriu fiquei triste com o visto: uma poesia tão bonita, com um comentário tão simplista. você merece um comentário melhor, não sou, também, capaz de dá-lo. não me sinto com tanta falta de liberdade quanto você declama nos seus posts. não tenho toda essa sensibilidade, mesmo sabendo que ela não está presente na minha vida, não sinto tanta dor quanto você. talvez por isso não possa dizer nada além de: senti quando li, sua poesia é realmente muito bonita.